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Flamengo errou ao demitir Bruno por justa causa, dizem advogados
Profissionais acreditam que clube deveria aguardar veredicto da Justiça e que, por isso, corre risco de ser acionado pelo goleiro
A decisão do Flamengo de demitir o goleiro Bruno por justa causa, anunciada na última sexta-feira, promete gerar muita polêmica. Segundo advogados ligados ao esporte e especializados em direito do trabalho, o clube não poderia adotar tal procedimento no caso do ex-camisa 1 rubro-negro, acusado de envolvimento no desaparecimento de sua ex-amante Eliza Samudio. E pode até ser acionado na Justiça pelo atleta, caso ele seja inocentado, apesar de a decisão do clube ter sido respaldada pela comissão de notáveis criada para analisar o caso e formada pelo advogado Mário Pucheu, pelo juiz federal Theophilo Miguel e pelos desembargadores Marcus Faver, Siro Darlan, Walter D’Agostino, Marcelo Antero e José da Fonseca Martins Júnior.
Conforme disse o vice jurídico do Flamengo, Rafael del Piro, o clube cita o desgaste provocado por Bruno à instituição e a seus patrocinadores para aplicar a justa causa.
Porém, os advogados Luiz Eduardo Moraes, que já foi procurador de Romário, e Gislaine Nunes, dizem que o Flamengo só poderia demitir Bruno por justa causa se provasse que ele denegriu a imagem do clube, e, segundo eles, isso não aconteceu. Ambos ressaltam o fato de Bruno estar preso temporariamente, aguardando conclusão de inquérito policial, e de sua participação no crime ainda não ter sido provada.
- O curioso é que o Flamengo já está fazendo uma condenação antecipada do Bruno. Ainda não se vislumbra nenhuma conduta do jogador para macular a imagem do clube. Isso tem que ser provado, porque o Flamengo é uma pessoa jurídica. O fato de ele estar envolvido em um inquérito policial, que ainda não é uma denúncia, me parece prematuro – comentou Luiz Moraes, lembrando que a justa causa poderia ser aplicada se existisse no contrato de Bruno alguma cláusula específica para o que está acontecendo.
Termo de rescisão precisa ser assinado por Bruno, diz advogado
Gislaine Nunes foi ainda mais enfática ao falar sobre o assunto. Para ela, enquanto Bruno não for julgado, o Flamengo não pode fazer nada, a não ser suspender o contrato dele, como de fato foi feito no dia 8 de julho.
Após prisão, Bruno afirma que esperança de disputar Copa ‘acabou’
Goleiro é suspeito no desaparecimento da ex-amante Eliza Samudio.
Após prisão, atleta conversou com amigo Macarrão em delegacia do Rio
O goleiro Bruno, do Flamengo, demonstrou preocupação com o futuro profissional após se entregar à polícia do Rio nesta quarta-feira. O atleta e o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, foram denunciados pelos crimes de sequestro e lesão corporal contra Eliza Samudio, ex-amante do goleiro desaparecida desde o início de junho (veja o vídeo).
Ainda na Polinter, no Andaraí, Zona Norte do Rio, Bruno fala para Macarrão.
- Agora eu acho que as coisas ficaram muito mais difíceis. No Brasil, para mim (…) se eu tinha esperança de disputar a Copa de 2014, acabou. Isso sou eu falando – disse o atleta.
Segundo Michel Assef Filho, advogado do goleiro do Flamengo, o atleta negou, na noite desta quarta, as acusações feitas contra ele por um menor de idade. Bruno se entregou à polícia do Rio na tarde de quarta e à noite, foi levado à Divisão de Homicídios do Rio (DH) para prestar depoimento.
Bruno e Macarrão passam a noite em celas improvisadas, diz polícia
Bruno e Macarrão passam a noite em celas improvisadas, diz polícia
O goleiro Bruno e seu amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, passaram a noite de quarta-feira (7) em celas improvisadas e separadas na sede da Divisão de Homicídios do Rio (DH), na Zona Oeste do Rio. No final da noite de quarta, policiais levaram colchonetes e cobertores para o interior da DH. Eles não receberam visitas.
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou os dois, na quarta, pelos crimes de sequestro e lesão corporal. Segundo a polícia, os dois são suspeitos de envolvimento no desaparecimento da ex-amante do jogador, Eliza Samudio. Eles tiveram o pedido de prisão temporária decretada na manhã de quarta.
O advogado de Bruno disse que ele está “estarrecido” e afirmou desconhecer os fatos contados em depoimento pelo menor ouvido na terça.
As declarações do advogado foram dadas em frente à DH pouco antes das 22h de quarta. Cerca de 40 minutos depois, um inspetor que trabalha na DH falou com os jornalistas. O inspetor disse que Bruno se negou a responder a qualquer pergunta durante o depoimento e afirmou que só falará sobre o caso em juízo.










